Descrição
Este é um ensaio sobre a escrita, e Louise Glück nos conta que sempre quis escrever. Para ela, escrever é inventar um pensamento, que se transforma enquanto se desenvolve e chega a lugares inesperados de antemão; é uma experiência com a linguagem, que cria algo a partir de palavras e estruturas sintáticas; é um arrebatamento, uma experiência eufórica e luminosa. A escrita para ela é onde estabilidade e imutabilidade são possíveis e onde uma relação muito particular consigo mesma e com os outros, conhecido e imaginados, acontece.
“As coisas que eu escrevia com tanta urgência não eram pensamentos fixos projetados do meu cérebro para a página. O que eu considerava um pensamento era um tipo de busca, uma missão. Mas era muito difícil. Não era a escrita como retórica ou catarse. Era a escrita como transformação (ou era isso que eu queria que fosse). Eu queria transformar a experiência, muitas vezes a decepção ou a mágoa, em uma forma exteriorizada que, em sua precisão e beleza, me separaria da experiência e a redimiria. A necessidade de escrever dessa forma era constante, mas a capacidade de escrever ia e vinha; muitas vezes, em minha vida, ela desaparecia por anos. Não havia nada que eu pudesse fazer.”




