n.151 | 2022 – Gerações, civilizações

Jean-Luc Nancy

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Descrição

Neste ensaio, Nancy busca precisar o movimento do tempo no presente. Não exatamente no sentido de definir as demandas ou exigências próprias da época que nos é dado viver, mas sim de elaborar de que modo o tempo passa e abre intervalos entre as gerações recentes. Rasuramos a ideia de uma herança linear, regida por valores duradouros, e também afastamos a revolução composta pela destruição e pela fundação de outro tempo. O que resta é uma relação de síncope entre gerações, o que implica a reescrita do que imaginamos como crise, mal-estar, possível e impossível. Afirma-se também uma espécie de posicionamento político que difere jovens e velhos de qualquer idade — trata-se de distinguir entre quem, a cada gesto, se dispõe/ expõe ao desconhecido, e aqueles que se fecham na ruína.

“Em todo caso, no tempo da disjunção, se não é justo pensar em termos de geração, de idades e, portanto, também de ‘declínio’ ou de ‘renovação’ (de ‘decadência’ ou de ‘renascimento’, de ‘degeneração’ ou de ‘regeneração’ — todas essas valorações que supõem uma medida, um valor de referência), nem por isso está excluído falar de velhice e de juventude. Não no sentido das idades da vida, mas no sentido daquilo que se fecha ou que se abre.”

Este projeto foi realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. Projeto 0182/2021.

Edição e preparação de texto
Maria Carolina Fenati

Tradução
Vinícius Nicastro Honesko

Revisão da tradução
Larissa Drigo

Projeto gráfico
Mateus Acioli

Coordenação da coleção
Luísa Rabello
Maria Carolina Fenati

Revisão
Andrea Stahel

ISSN 2764-3301

Belo Horizonte, julho de 2022