Descrição
Neste pequeno livro de Maria Gabriela Llansol, a escrita tensiona os limites da linguagem e o humano reinventa-se na paisagem. Hölderlin é uma das suas figuras e, acompanhado por outras num plano de simultaneidade entre tempos históricos distintos, acolhe e reinventa o destino da sua presença e da sua herança. Um livro que é uma ventania, e é também sobre a alegria terna da hospitalidade.
“este é, de facto, um bosque de pinheiros marítimos — um pinhal —, e a agitação do vento circula na base, impelindo as janelas a uma velocidade de grande rapidez;
aqui, as estrelas brilham por cima das cabeças, e os cheiros vindos do mar entram pelas narinas, e os orifícios das raízes;
Hölderlin (quaercus, do nome de carvalho) sentiu uma grande ausência: a sua cabeça ia abandoná-lo, e ele levantou-se ainda para ir no seu encalço com os braços; tudo principiava pelo som — o som de fazer o último poema.”




