Caderno n.84 – A rainha das faculdades

Charles Baudelaire

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Descrição

Integrando os dez ensaios reunidos sob o título de “Salon de 1859”, “A rainha das faculdades”, de Charles Baudelaire, foi originalmente publicado pela “Revue Française” nas edições de junho e julho daquele ano. No ensaio, o poeta defende a imaginação como a principal faculdade propulsora da arte, sendo ela “a rainha do verdadeiro”, “positivamente aparentada com o infinito”.

“É a imaginação que ensinou ao homem o sentido moral da cor, do contorno, do som e do perfume. Ela criou, no início do mundo, a analogia e a metáfora. Decompôs toda a criação e, com os materiais apanhados e dispostos conforme regras das quais não se encontra a origem senão no mais profundo da alma, ela cria um mundo novo [nouveau], produz a sensação do absolutamente novo [neuf]. Como criou o mundo (pode-se bem dizer isto, creio, mesmo num sentido religioso), é justo que ela o governe.”

Informação adicional

Ano

2018

Tradução Lívia Cristina Gomes

Revisão do português Bernardo RB