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Anne Carson

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Descrição

Este é um conto, ou um ensaio, ou um poema em prosa sobre o movimento: o movimento de uma pessoa dentro da água, o movimento dos refugiados, o movimento de um indivíduo que entra e sai de cena como as marés. E é também sobre estar imerso no mundo e numa história, sobre o desencaixe entre o singular e o plural, o eu e o outro, o ordinário e o terrível.

“Há uma pressão mental para nadar bem e usar a água corretamente. As pessoas pensam que nadar é algo descontraído. Só um mergulho! Na verdade, envolve muita ansiedade. Cada água tem suas próprias regras e propostas. O mau uso é difícil de explicar. Talvez envolva aquele esforço comum para conhecer a beleza, conhecer exatamente a beleza, se colocar bem em seu caminho, estar no lugar perfeito para ouvir o rouxinol cantar, ver o noivo beijar a noiva, cronometrar o cometa. Cada água tem um lugar certo para estar, mas esse lugar está em movimento, você precisa continuar encontrando-o, continuar fazendo com que ele te encontre. Seu próprio movimento te afunda dentro e fora dela a cada braçada. Você pode fracassar a cada braçada. O que isso significa, fracassar?”

Edição
Maria Carolina Fenati

Tradução
Cecília Rocha

Revisão da tradução
Julia Raiz

Preparação de texto
Fernanda Regaldo

Revisão
Andrea Stahel

Projeto gráfico
Luísa Rabello

Coordenação da coleção
Luísa Rabello, Maria Carolina Fenati

Belo Horizonte, outubro de 2025