n.182 | 2025 Nós também somos o céu

Geni Núñez

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Descrição

Neste ensaio, Geni Núñez desfaz, puxando por vários fios, os nós que atam o território à colonização, o afeto à monogamia, o humano à ficção política do autoritarismo, o tempo ao desenvolvimento. Com isso, e a partir de formas de vidas diversas dos povos originários, ela desata também o nó que liga à tragédia do presente ao futuro como tragédia, e abre espaço a outros possíveis. Articulando palavras e conceitos, o ensaio não perde todavia a força da experiência e o compromisso com a existência diversa e ampla. Este ensaio é também um modo de partilha de sementes contra a monocultura, ou uma aposta no reflorestamento.

“Enquanto não combatermos a monocultura do pensamento não será possível reflorestar nossa existência. Quem aqui não está, que não assine seu nome no que existe. Não precisamos do milagre da exceção, em que poucos recebem as bênçãos da multiplicação dos pães, da água, do vinho. Se nossa fé não move as montanhas, elas já nos dão os frutos. Se somos nutridos pela água da chuva, que também alimenta os rios, os mares e as florestas, e se essa mesma água, que cai do céu e para ele volta, também compõe nossos corpos, então nós também somos o céu.”

Edição
Maria Carolina Fenati

Preparação de texto
Luísa Rabello, Maria Carolina Fenati

Revisão
Andrea Stahel

Projeto gráfico
Luísa Rabello

Coordenação da coleção
Luísa Rabello, Maria Carolina Fenati

 

Belo Horizonte, julho de 2025