Descrição
Este livro faz de uma única fotografia um coração: é a partir dela — e em direção a ela — que outras imagens são convocadas, chamadas a viver. Assim, as páginas tornam-se espaço de presença e vínculo entre elas. De outro modo, poderíamos dizer que este livro entrelaça luto e amizade, a perda e as formas de figurar aquilo que continua depois dela. Com imagens do arquivo fotográfico de Luísa Rabello e um texto também escrito por ela, o livro é um modo de ofertar ao futuro a memória de alguém.
“Éramos vizinhas. Naquele dia, Luisa me pediu que a fotografasse com sua câmera Polaroid. Chegou trazendo uma velha mala de couro cheia de roupas cuidadosamente garimpadas — vestia-se, caminhava pelos corredores do prédio, entrava e saía pelas portas: encenava-se. E eu a fotografava.”




