À escuta

Em À escuta, o filósofo francês Jean-Luc Nancy pensa o gesto filosófico a partir da experiência de escuta, o que abre questões inaudíveis para o método filosófico mais comprometido com metáforas visuais do entendimento (clareza, perspectiva, ponto de vista, etc). Nancy escreve sobre as relações entre o saber filosófico e conceitos como timbre, ressonância, vocalização, voz, silêncio, barulho.

“Quer-se aqui apurar o ouvido filosófico: puxar a orelha do filósofo para a inclinar para aquilo que solicitou ou representou sempre menos o saber filosófico do que o que se apresenta à vista – forma, ideia, quadro, representação, aspecto, fenómeno, composição – e que se eleva antes no sotaque, no som, no timbre, na ressonância e no barulho.” (pág. 13)