Caderno n.67 – A aventura da precisão

Alice Bicalho e André Brasil

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Descrição

No dia 25 de abril de 2017, as Edições Chão da Feira realizaram um debate sobre a coleção de ensaios Caderno de Leituras, em Belo Horizonte. Editores e leitores conversaram sobre a proposta da coleção e sobre alguns textos publicados; conversaram também sobre o ensaio (na literatura, no cinema) e as relações entre escrita e experiência comum. Reunimos neste número os textos de Alice Bicalho e de André Brasil, a quem gostaríamos de agradecer vivamente, assim como reiteramos aqui o nosso agradecimento aos muitos autores que desde o início aceitaram publicar conosco. Aos leitores, dedicamos estas e todas as linhas que ainda estão por vir.

De Plantas rasteiras: edição ensaística e a Chão da Feira, texto de Alice Bicalho:
“Todos esses são elementos de um projeto editorial. São o desenho da maquinaria da Chão da Feira. Mas poderiam ser também elementos em vizinhança afim, como eremitas, trapeiros, lobos, abutres, carneiros, seivas e vegetais. Colocados aqui, lado a lado, alimentam pela vizinhança, pela afinidade e desenho que formam, um modo generoso de editar. Ampliam o lugar de circulação dos textos – comumente enclausurados nos universos acadêmicos, como se não tivessem qualquer valia para a vida – lançando-os para fora (ou seja, de fato: publicando-os).”

De Imagens que visitam, imagens que acolhem: Pasolini entre os Tikmũ’ũn, texto de André Brasil:
“Há, me parece, inquietante e necessária complementariedade (talvez vizinhança, afinidade) entre estas imagens: imagens que viajam em busca do mito, que trabalham por sua transfiguração poética e política; e imagens que nos olham do interior do mito, nos interpelam por meio de suas próprias formas sensíveis; imagens daqueles que viajam, exilados, estrangeiros em busca de uma outra humanidade (que possa transformar o próprio imaginário do que é uma humanidade) e imagens daqueles que acolhem humanidades, dentre outras.”

 

Projeto gráfico
Luísa Rabello

Este Caderno de Leituras foi realizado com recursos
da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Fundação Municipal de Cultura. Patrocínio UNA.

Informação adicional

Ano

2017