Notas de lugar nenhum

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Neste ensaio, publicado originalmente na revista Camera Work em 1903, Charles H. Caffin pensa a experiência da imagem e sua relação com a capacidade do homem de refazer-se na natureza. A fotografia e a pintura paisagística poderiam funcionar como um refúgio contra o alheamento dos sentidos que os meios urbanos implicam. Com este Caderno de Leituras inauguramos a Série Rama, que irá publicar textos em torno da imagem.

“Posso recordar a cópia de um lago na floresta à luz do crepúsculo, no qual a nossa visão era limitada pelas árvores, e, contudo, havia a sensação do vasto silêncio da natureza que inquietava aquele pequeno espaço. Algumas fotografias, por outro lado, mostrarão uma perspectiva geral da paisagem, mas sem qualquer sentido de vastidão. Os nossos olhos viajam até ao fim e param. A imaginação não foi posta em prática. Nem a câmera nem o olho humano estão primariamente conectados com a imaginação.”